Manda nudes!

23 outubro 2017


Me manda um nude, daqueles de alma, um nude que mostre o que você realmente é por dentro. Um nude que mostre que você vale a pena, que além de ser bonito e ter esse corpo de arrancar suspiros, você consegue arrancar sorrisos.

Despe tua alma, me leva pra comer um lanche daqueles da praça e me faz querer mergulhar dentro da sua alma pra conhecer ainda mais essa pessoa incrível que você é. Me paga um sorvete ou um açaí e deixa o frio e gelo só pra eles. Me faça passar vontade de querer ficar horas e horas ali conversando sobre a vida com você.

Tira essa roupa dos teus sentimentos e demonstra o que tu sente. Me puxa de canto e diz que se encantou com meu jeito de falar. Eu quero nudes de alma, quero saber dos teus sonhos mais bobos e das tuas vontades mais loucas. Quero que você me conte sobre seus pais. Quero que além além de tirar a roupa, você tire a máscara e me deixe ver além.

Me conta sobre teu primeiro cachorro, me fala de como você era bagunceiro na escola, me mostra fotos da tua viagem favorita, me deixa conhecer você antes de te mandar uma foto pra te fazer me querer no sentido mais carnal da coisa. Me deixa te fazer você me desejar pelo meu papo bom e pelo meu sorriso de canto de boca quando você me deixa sem ter o que falar.

Olha pra mim querendo despir minha alma antes. Tira minha roupa só depois que souber de onde eu vim, do que eu gosto, o que eu sinto, quem eu sou. Me deixa te fazer passar uma vontade louca de me conhecer pra depois você passar uma vontade louca de me querer.

Me manda um nude de alma, um nude da tua essência. Depois me manda um nude, afinal, a carne é fraca e a vontade só aumenta depois de realmente te conhecer.

Com amor, do seu amor

28 setembro 2017


Te olhei e você sorriu. Como nos meus sonhos mais bonitos, você apareceu e fez o mundo girar um pouco mais devagar pra dar tempo de aproveitar esse momento com você. Logo eu, cansada de todos os clichês estava fazendo declarações e ouvindo canções que me lembravam você.

Escolhi viver você de um jeito que nunca vivi alguém antes. Me entreguei por completo com a certeza de que você me faria feliz - e faz! Se eu pudesse te escolher mil vezes, te escolheria, porque estar com você é como navegar no mar em tempos de calmaria, é tranquilo, suave e calmo.

Eu diria que esse nosso encontro foi mais do que um encontro de corpos, foi um encontro de almas. Me vi em você de uma forma que nunca me em ninguém. Me vi com você de uma forma que não me vi com ninguém. Escolhi ali, na hora que te vi que queria ser pra sempre o teu amor.

Te escolhi pra ser meu antes mesmo de te conhecer, foi exatamente naquele momento que te olhei e você sorriu. Aquele sorriso de canto, pro meu espanto, me estremeceu. 

Hoje eu já não sei mais como não amar você.

Não sei mais como não ser clichê enquanto falo sobre você. Perdi a conta dos sorrisos que tu me tirou só por eu lembrar de ti. Você chegou e me provou que o amor pode ser bonito sem doer. 

Hoje eu já não sei mais como ficar sem você. Meu amor mais bonito, meu amor mais clichê.

Com amor, do seu amor.

Notas sobre ele

14 fevereiro 2017


Hoje eu vim falar dele, mesmo que eu tenha dito que nunca falaria dele por aqui. Vim deixar minhas notas sobre ele que um dia foi a melhor parte de mim. Ele, o cara que tinha o sorriso mais bonito do colégio. Ele que em meio a tantos outros escolheu ser diferente. Ele que diferente dos outros, me olhava diferente.

Ele que tem aqueles olhos castanhos esverdeados que são difíceis de esquecer. Ele que sorri com os olhos. Ele que tem um jeito de andar tão bonito que dá vontade de parar pra olhar. Ele, que por mais que tenha causado grandes danos, ainda merece ter notas sobre ele. 

Ele que um dia foi o dono dos melhores sorrisos da minha vida. Ele que gostava de me ver de nas quartas e nos sábados porque aos domingos ele gostava mesmo de jogar bola. Ele que não comia feijão mas era apaixonado por qualquer comida estranha.

Ele que me tirava suspiros. Ele que me tirou lágrimas. Ele, apenas ele, o cara que fez o mundo inteiro parecer do avesso quando decidiu partir. Ele que mesmo distante ainda guardava dentro dele uma parte de mim.

Ele que gostava de filmes de romance mas não deixava de assistir pelo menos uma vez na semana algum filme de luta. Ele que gostava de vídeo game e de música. Ele que era a melhor mistura de nerd com play boy. Ele que era filho de papai e ao mesmo tempo, quebrava todas as regras que pudessem existir.

Ele, que um dia foi meu mas que em algum momento eu tive que deixar partir. Ele, que já não é mais meu, mas ainda me pertence.

Ele que me chamava de princesa. Ele, o meu moreno.

Ele, dono dos olhos mais bonitos que eu já vi e do meu coração. 

Eu, sua eterna futura.

Doce Veneno - Capítulo 14

18 outubro 2016



 E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?
E agora como posso te esquecer?
Se o teu cheiro ainda está no travesseiro?
E o teu cabelo está enrolado no meu peito...
 
Maysa sentiu o peso nos olhos ao tentar abri-los. Era difícil manter o foco em alguma coisa quando tudo em volta parecia branco e opaco. Aos poucos ela ia recuperando as sensações. Sentiu que estava deitada, sentiu as pernas, os braços, a cabeça... Conseguiu finalmente fixar os olhos no próprio corpo. Viu os hematomas que escureciam as poucas partes do corpo que ficavam a vista debaixo do lençol branco. Viu que a perna direita estava engessada por cima do lençol. Depois começou a olhar em volta.
Viu então seu pai sentado numa poltrona reclinável. Com a barba por fazer ele parecia mais velho do que realmente era. Fazia tanto tempo que não o via assim de perto. Os cabelos brancos estavam mais presentes e, apesar de uma leve barriga se formar, percebia que o rosto estava mais magro. As profundas olheiras davam ideia de que ele não estava dormindo bem há algum tempo.
- Pai - conseguiu finalmente dizer
- Oi, filha. Que bom que você acordou - respondeu com sua voz grave, mas carinhosa
- O que houve?
- Bem, pelo que eu fui informado, você foi jogada da escada por uma colega de faculdade - sua voz ficou mais tensa e, ela percebeu que seu rosto ficou mais tenso que antes
- Acho que eu me lembro... Há quanto tempo eu estou aqui?
- Desde sua entrada no hospital até hoje... um mês
- QUÊ?
- Brincadeira, filha. Na verdade tem uma semana. Você chegou aqui desacordada. Ligaram para o Caetano e me ligou. Eu pensei que não fosse tão grave. Mas além de quebrar a perna, você teve uma pancada muito feia na cabeça. Então eu acabei tendo de vir. Ficamos muito preocupados, porque você só abria os olhos e fechava. Os médicos não falavam que fosse algo perigoso, mas eu senti um medo muito grande quando te vi naquele estado. Foram feitos vários exames pra tentar detectar alguma coisa. Ao mesmo tempo que não dava nada, você não acordava.
- Pai, ela acordou? - Caetano entrou devagar no quarto e se espantou ao ver o pai conversando com a irmã - Maysa? Ai que bom que você acordou. Nossa! - e aproximou dela para lhe dar um beijo na testa.
- Oi Caê.
- Meu Deus, Maysa, o que foi isso?
- Acho que você tá perguntando pra pessoa errada. Eu só fui arremessada escada a baixo, mas a quem a gente deve todo o crédito é a Nathalie
- Como é que você vai na casa de uma pessoa buscar briga? Não que eu concorde com o que ela fez, de forma alguma. Mas você também estava errada.
- Vai defender a psicopata loira agora, é isso?
- Filha, não se exalte. E Caetano, deixa sua irmã em paz. Não quero saber de discussão entre vocês dois, me entenderam?
- Então avise pro seu primogênito que não venha me dar sermões
- Tudo bem.
Maysa teve que ficar mais dois dias no hospital para poder se recuperar e ir pra casa. Como não estava conseguindo se manter acordada, teve que se alimentar de soro todos esses dias. Então precisava se fortalecer, voltar a comer pouco a pouco para, então, ter alta.
- Já tô cansada disso aqui. Que dia eu posso ir embora, doutor?
- Maysa, você tem que ser paciente. Porque você ainda está um pouco debilitada. Mas no máximo dois ou três dias eu devo te liberar.
- Tudo isso?
- Tudo isso. Aproveite pra se recuperar o máximo que conseguir, mantenha repouso e nada de se exaltar.
No mesmo dia, ela recebeu visita de Julia, Fernanda e Rebeca.
- Nossa, amiga, que loucura foi essa? - perguntou Rebeca, com os olhos arregalados
- Pra você ver quanto eu sou amada por essa garota.
- Isa, você não fez certo de ter ido lá e agredido a menina, mas isso não deu direito dela fazer o que fez com você. Que menina louca! - acrescentou Nanda
- A cena foi lamentável. Principalmente quando ela se vingou te empurrando na escada. Cês não têm ideia do que eu passei quando vi a Maysa despencando lá de cima e, quando eu fui tentar socorrer ela estava desmaiada. Nossa, gente! Foi horrível te ver daquele jeito, amiga. Eu não sabia se eu chorava, se gritava com a Nathalie, se pedia socorro. A sorte é que a mãe teve reação e ligou rápido pra emergência. Eu vim na ambulância contigo e sua pele estava muito pálida. Pensei que você fosse morrer... - a voz de Júlia saia fraca e uma lágrima brotou dos seus olhos azuis
- Credo, Julia, vira essa boca pra lá! - retrucou Rebeca
- O  importante é que você está se recuperando, amiga. É muito bom te ver! - disse Fernanda
- Obrigada meninas. E principalmente, obrigada Ju. Eu sei que você deve ter sofrido bastante comigo. Não queria que você tivesse passado por um momento tão sofrido, mas te agradeço do fundo do meu coração pelo seu carinho e sua amizade. E pelo carinho e amizade de todas vocês.
Mais tarde, quando as amigas já tinham ido embora, Maysa recebeu outra visita.
- Oi, posso entrar?
- Oi Cadu, pode sim.
Ela percebeu que o quanto que ele estava tenso. Na verdade, parecia aterrorizado ao vê-la.
- Eu vim aqui outras vezes, mas cê estava dormindo.
- Quantas vezes?
- Err...
- Fala, por favor
- Todos os dias, desde que você está aqui. - Ele se aproximou da cama com um buquê de flores e uma caixa de bombons - Achei que você ia gostar - disse, deixando os presentes na mesa ao lado da cama. Seus olhos percorreram rapidamente o corpo de Maysa e ela percebeu que ele tentava analisar se ela estava mesmo bem.
- Eu tô bem, Cadu
- Fiquei tão preocupado com você... Eu não ia me perdoar se algo te acontecesse.
- Olha, eu tô bem aqui. Não precisa ficar assim, por favor.
- Maysa, cê tem ideia do medo que eu tive de te perder? Do pavor que eu senti ao saber que você tava desacordada? E, pior que isso, de saber que tudo isso foi por minha culpa?
- Sua culpa?
- Sim, minha culpa. Se eu não tivesse dito tudo aquilo. Se eu não tivesse pedido um tempo. Se eu tivesse sido mais sincero contigo. Se eu tivesse expulsado aquela garota do meu quarto antes mesmo dela entrar. Se eu tivesse voltado contigo do Rio assim...
- Cadu, olha, por favor, para de se culpar.
- Não, Maysa, eu...
- Olha, eu que escolhi ir atrás da Nathalie e eu que bati nela primeiro. Claro, ela foi covarde ao ter me jogado da escada, porque eu já tava de costas, mas, de certa forma, eu busquei isso. Independente do que você fez ou deixou de fazer.
- Mas eu...
- Mas nada. Deixa eu te ver direito, por favor...
Ele se aproximou do seu rosto e ela viu que ele também estava com olheiras profundas e o rosto mais magro que o normal.
- Me desculpa por ser tão inconsequente. Me desculpa por ser tão nervosa e explosiva a ponto de te afastar de mim.
- Maysa, eu...
- Cala a boca, deixa eu falar. Opa. Acho que é efeito de eu ter ficado uma semana dormindo. Mas a verdade, Cadu,é que eu descobri que você é mais que um cara gato, gostoso e rico. Eu sempre te vi como alguém com quem eu nunca teria nada além de uma amizade colorida. E você me mostrou que você é muito mais que um corpo bonito. Você acreditou em mim, me apoiou, me deu carinho e respeito. Muito mais que eu merecia, inclusive. Mas nunca desistiu de mim. E eu nunca pensei que eu ia dizer isso pra você, mas eu descobri que eu te amo. De uma forma completamente nova de todas as outras. E que se você quiser terminar comigo, eu vou sofrer muito, mas eu vou aceitar. Eu sei que...
- Agora quem diz cala a boca sou eu - e encostou com toda a delicadeza seus lábios sobre os dela - Eu te amo, Maysa. Desde sempre. Mas ainda mais agora por saber que você sente o mesmo por mim. - e beijou-lhe, novamente, com toda a ternura.

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar de novo

Ela!

19 setembro 2016


Ela é intensa demais. Pra ela, essa gente que não sabe o que quer é uma pedra grande no caminho.

Ela se entrega a cada momento como se aquele, fosse o último da sua vida. Ela espera o grande amor da vida enquanto vive.

Ela tem no olhar o brilho de quem sabe viver, ela tem nos lábios o sorriso de quem vive feliz com o que tem. Ela é aquele tipo que faz você se apaixonar pela vida e vez ou outra, por ela também. Ela é uma dose de loucura pra sua sanidade. Ela é brisa leve e ventania, cada uma num momento.

Ela é grito quando o silêncio está ensurdecedor e ela é silêncio quando os gritos já não dizem mais nada.

Ela é sinceridade. Ela fala de coisas sérias com a leveza de quem se preocupa com tudo mas não teme nada. Ela é mistério, ela sorri como se nunca ninguém fosse desvendá-la. Ela é uma música calma num dia caótico. Ela é um sambinha daqueles gostoso de se ouvir. Ela é música, ela é melodia.

Ela é um poema em forma de mulher.

Ela é porto seguro. Ela é mar agitado e é calmaria. Ela é uma mulher de mil faces. Ela é dona de si. Ela é a senhora do tempo, sabe exatamente o momento certo de parar e ir embora.

Ela é o segredo mais bonito que você pode guardar.

Ela é pôr do sol. Ela é lua cheia, daquelas que a gente passa horas admirando no céu. Ela é leveza. Ela é aquele tipo que você não entende. Ela é bagunça.

Ela é louca, como muitos dizem por aí. Louca pela vida, por sorrisos e pelas voltas que o mundo dá.

Ela é aquele tipo de mulher que você não tem coragem de ter, mas que deseja como nunca desejou ninguém. Ela é uma batalha diária e veja bem, se você tiver disposto a lutar, ela é do tipo que faz você querer ficar ali, pra sempre.

O que restou do fim

31 agosto 2016




Restou aqui de mim um emaranhado de dúvidas, o que será que aconteceu pra acontecer isso entre nós? Restou um desgosto daqueles de fazer a gente perder o rumo da vida, sabe? Restou uma frustração gigante de saber que por um período de tempo realmente significante eu me dediquei de corpo e alma por alguém que estava se dedicando somente com a pontinha do dedinho do pé.

Veja bem, eu não estou dizendo que foi ruim, não foi, longe disso, foi bom, e como foi. Mas hoje, olhando de fora percebo que poderia ter sido muito mais do que apenas um amorzinho daqueles que passam mais rápidos do que o metrô que faz a linha azul. 

O que restou do fim foram as lembranças boas e todas as partes ruins. Oras, não adianta me pedir pra vir aqui e falar somente da parte boa, quando na verdade, as ruins são que deixam as cicatrizes mais feias e mais profundas, não é mesmo? 

Restou do fim aquele momento que você me olhou e disse que não dava mais, que já não éramos mais “nós”. Restou o olhar que você me deu ao ir embora sabendo que nunca mais iria voltar para me buscar pra jantar.

Restou a dúvida de “será que um dia eu vou amar alguém de novo?”. Restou o medo de passar o resto da vida lembrando de você e sentindo uma dor no estômago maior do que eu poderia suportar.

Depois do fim restaram algumas lágrimas que eu não sei como ainda conseguiam cair, bem que disseram que 70% do nosso corpo é água, haja lágrima pra um ser só! Depois do fim me peguei pensando como seria pra começar de novo, sabe? Como seria sair sozinha, como seria ir no cinema e não ter você ali do lado.

O que restou do fim, depois de todo esse tempo foi a certeza de que você já não vai voltar, mas que, independente disso, eu já sei viver sozinha. Depois do fim restou a minha vontade de seguir em frente, de correr atrás dos meus sonhos, de amar mais, mas principalmente de me amar mais.

Depois do fim percebi que vem os novos começos e que por mais que algumas feridas sejam profundas e doloridas, elas vão cicatrizar. Percebi que por mais que as lembranças boas passem, as ruins também se vão. Depois do fim descobri que quando você entende que tudo nesse vida é como realmente tem que ser, a gente sofre menos.

O que restou do fim em mim, é a certeza de que a vida segue, mesmo quando a gente ainda não sabe qual direção seguir.
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