O naufrágio

08 abril 2010

(...) 1 semana depois...
Tudo que era um conto de fadas uma semana atrás virou o pior conto de terror de toda minha vida. Ele nem se quer olhou na minha cara, parecia que eu era uma desconhecida, que falava com ele porque ele estava ficando pop. Se aquilo me quebrou ? Não não, só fez meu coração virar areia, mas normalmente areia molhada da para ser modelada novamente, e isso me consolou por um momento, até ele falar que estava com outra, a areia secou e pelo visto não poderia ser modelada, nunca mais. Tudo que eu desejei desse dia em diante foi me acostumar com o desconforto daquela areia seca dentro de mim, sem poder ser modelada, e a cada dia secando mais e mais. Eu juro que eu tentei esquecer, mas foi impossivel, é impossivel. Dói até hoje lembrar disso, mas como dizem " a dor é a única maneira de se tornar forte" sim, eu fiquei forte, mas isso não adiantou, eu precisaria de muito mais que força pra esquecer ele. Eu precisaria em primeiro lugar ME esquecer, e isso é impossivel de acontecer, ele fazia parte de mim, querendo ou não, metade do meu coração ficou com ele, e isso eu JAMAIS vou conseguir de volta, até porque eu não quero meu coração de volta.
Muito tempo se passou, e aquilo que eu chama de amor era realmente amor. E a dor que eu sentia no peito era amor também. Muito tempo depois, o destino resolveu me pregar uma peça, e como sempre eu fui a protagonista de mais uma tragédia grega. E nesse espetáculo tudo que eu menos queria era ser a protagonista novamente. Mas eu fui, e nesse dia triunfei no palco, era a única e exclusiva dama da noite, só eu poderia me deter. Era uma festa, daquelas que todos os seus amigos estão felizes e contentes? Pois é, foi numa dessas que eu decidi que NADA nem NINGUÉM iria tirar de mim o que era de fato MEU.
E foi assim que começou a MELHOR de todas as batalhas,que a única coisa que iria me vencer era o cansaço. Mas um beijo no meio da noite me fez perceber que ele ainda era meu, o problema é que ele não podia ser meu, é dificil de entender. rs.
Tá, e agora? ele me pertencia bem lá no fundo, mas, até onde eu consegueria mergulhar ? (...)

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