Acidente

03 maio 2010

Meu celular começa a tocar, na tela aparece "número desconhecido" atendi:
- Alô?
- Quem é?
- É a duda, quem ta falando?
- Oi duda, é o gust.
Pronto, comecei a tremer, minha voz quase não saia.
- Ah, oi, tudo bom?
-Tudo sim. Onde você está?
Eu poderia inventar que estava internada, tava no velório do vizinho, mas não, falei a verdade.
- Em Angra, vou ficar um tempo aqui, porque?
- Tá na casa do pai da Paulinha?
- Sim.
- Então abre a janela do quarto dela.
Abri, e sim, ele estava lá embaixo, quase cai da sacada, ele riu e disse:
- Se toda vez que você me ver, quase cair é melhor eu me afastar.
Não, eu ia me controlar, não queria ele longe, mas tinha medo de ter ele por perto, olhei para baixo e perguntei:
- O que você veio fazer aqui?
Ele me olhou por alguns segundos e disse:
- Quando você descer dai e abrir a porta para mim eu te falo.
Ah sim, eu tinha me esquecido que existia porta, e por um segundo esqueci também que a Paulinha estava me esperando. Desci correndo, e abri a porta, lá estava ele, lindo, maravilhoso e com um convite nas mãos.
- Pronto, pode me falar, o que você veio fazer aqui?
- Nossa Duda, me dá um abraço antes, só por educação.
Não, eu não queria ser educada, eu queria saber o que o tinha levado até lá, até a janela do quarto que eu estava.
- Tá, já vi que você não vai me abraçar. Então Duda, eu vim aqui, só para dizer que desde São Paulo eu não consigo te esquecer, e o que eu mais quero é te ter do meu lado.
Pronto. Eu ouvi tudo que eu precisava, porque mesmo assim ainda tinha aquela estranha sensação de perda que eu tinha antes?
- Gust, não sei o que te falar agora, você me pegou de surpresa.
- Duda não diz nada, eu não vim para ouvir nada em troca, vim só te falar o que eu sentia.
Ok, eu ja tinha entendido, mas e agora? como sair dessa situação?
- Oi gente !
Sim, era a Paulinha, ela apareceu na hora certa, olhei para ela e perguntei:
- E ai? Vamos para a casa do Juca?
- Sim, quer ir Gust?
- Sim, eu já ia passar lá mesmo.
Fomos os três para a casa do Juca, eu e a Paulinha em um carro e o Gust em outro. Estávamos na estrada quando de repente o Gust perdeu o controle do carro e bateu de frente com outro carro. Meu coração naquele momento fez uma pressão que eu achei que iria morrer, desci do carro correndo quando cheguei no carro do Gust (...)

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