melhores amigas

19 outubro 2010

Quando eu era criança eu não conhecia a morte. Com o passar do tempo começei a ouvir falarem dela. Ela entrou na minha vida, cumpriu o seu trabalho e foi embora. Hoje somos melhores amigas.
Estranho, mas, é. Ela levou uma pessoa super importante para mim. Durante um tempo, só de lembrar, ficava péssima. Para mim, ela era a pior coisa que eu podia pensar. De que adiantou minha raiva? Nada. Todos nós sabemos que odiá-la não faz sentido. Amando-a ou odiando-a, ela fará parte de nossas vidas.
A pessoa que ela levou era tudo para mim. Entendo porque foi a pessoa que a morte desejou. Era tão perfeito que ela queria roubá-lo de mim. Morri de ciúmes. Hoje sei que ele está melhor com ela.
Não odeie a morte, é inevitável uma vida sem ela. 


Se eu soubesse que era a última vez, não teria dito nada do que disse, não teria feito nada além de te abraçar e aproveitar cada segundo sem tirar os olhos de você. Se tivessem me avisado que era a última vez, eu poderia implorar para que você ficasse mais um pouco, só para te explicar que mais um pouco seria muito pouco, e que por menos que fosse, já seria muito para mim. Se eu soubesse, te falaria mil coisas, sem dizer uma palavra, te mostraria mil dias de agonia, em um olhar, e quando você estivesse saindo, eu te chamaria de volta, só para dizer mais uma vês o ‘eu te amo’ que ninguém mais vai ouvir, e te dar um ultimo abraço, com o amor que ninguém mais te entregaria.

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