Invisível (capitulo três)

21 janeiro 2011

- O que é isso? - pergunto.
- Ei, você precisa parar de ser tão curiosa - diz, rindo.
Quando ele abre a caixinha, vejo um colar lindo, que eu estava namorando há séculos em uma vitrine:
- Não acredito que você fez isso.
- Ah, vi nos filmes que os meninos sempre dão uma pulseira de flor para a menina quando eles vão às festas, mas achei a pulseirinha muito brega, então dei o colar, fiz mal? - diz.
- Mas é claro que não - dou um abraço nele e entramos para a festa.
Era aniversário da menina mais rica da escola. Ela sempre fazia festas gigaaaaantes e convidava todo mundo. A Jade era uma fofa, mas ela era meio bobinha, sabe? Mas eu gostava dela. Simpática com todo mundo, não deixava o dinheiro atrapalhar, não se achava só porque era rica.
- Feliz aniversário, Jade! - digo, entregando o presente.
- Awn flor, obrigada - ela responde, me abraçando.
- Não sei se você vai gostar, é simples, mas é de coração - falo.
- Bobagem, sempre adoro tudo o que você me dá, é diferente das outras pessoas - ri.
Viu? Falei que ela era fofa.
- E amiga, me diz onde você comprou esse vestido, é di-vi-no - ela diz, saindo.
Olho pro Felipe e começamos a rir juntos e vamos dançar.

Sabe aquele tipo de menino que todas as meninas adoram? Sempre ficam atrás dele... Não sei por que. Não vejo nenhuma graça no Luan, o menino mais pop daqui, que já passou o rodo na cidade inteira e ainda assim continua atraindo olhares das menininhas, écat.
- Paquerando o Luan, fofa? - ele sempre chega e me dá um susto.
- Não, Felipe, não - respondo, brava.
- Nossa, que menina mais brava - ri.
- Ah, vai ver se eu to na esquina - começo a rir também.
- Vamos beber? - pergunta.
- Go - respondo. Não gostava de beber, sabia o meu limite, mas ele não, isso sempre me preocupava.
Depois de alguns vários copos, Felipe começou a não passar tão bem:
- Lipe, deu - tentei.
- Ah La, para com isso e vem se divertir - chama.
- Vem cá - pego ele e tiro o copo de suas mãos - vou ligar para o seu pai.
- Nããããão, parei já - responde, ainda meio mal - posso dormir na sua casa?
- Ok, então eu ligo pro meu - a festa já estava acabando mesmo - você não abre a boca e NÃO vomita no meu carro.
Chegando em casa, deito ele no colchão, vou pra minha cama e fico pensando. Tanta coisa para pensar e é o Fred que não sai da minha cabeça. Acabo pegando no sono.
- Laíííííííííííííííííííííííííííííííííííííís 
- O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊ - acordo, gritando.
- Sua mãe no telefone, quer falar com você - Felipe diz e dá um sorrisinho.
- Oi mãe - digo, ainda com voz de sono. 
- Filha, se troca e vem pra cá agora - diz - Rua das Camélias, 23 - e desliga o telefone.
Sento na cama, tento pensar, mas não consigo. Me troco, pego uma maçã. levo o Felipe junto e vou.
- Mãe?

(continua)

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