Invisível (capítulo um)

12 janeiro 2011

Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim. Amém. Adoro tanto quando bate o sinal da escola.
- Laís, posso ir na sua casa hoje para terminar o trabalho? - pergunta Felipe, meu melhor amigo.
- Mas é claro, bobinho. Você sabe que não precisa pedir para aparecer lá em casa - respondo.
- Ah, mas é que... - ele começa.
- Sem mais - corto-o, dou-lhe um beijo e vou para o ponto de ônibus.
Felipe é a melhor pessoa desse mundo. O único que me aguenta. Sou tão chatinha às vezes que nem sei como ele me suporta. Melhor amigo do mundo.
- Bom dia, Laís!
- Bom dia, Seu Pedro! - Seu Pedro era meu porteiro. O velhinho mais fofo do bairro. Conheço ele desde que eu nasci, ele me ama, de verdade, e eu amo ele.
- Mãe, tem uma festa hoje, será que o papai me busca? - por favor, por favor, por favor.
- Não sei, amor, tem que perguntar para ele quando ele chegar - responde.
Ok, eu já sabia disso, mas ela poderia me adiantar uma resposta.
- Como foi a escola? - pergunta típica do almoço. 
- Ah mãe, foi normal - é sempre a mesma resposta. E a gente sempre acaba rindo, logo depois que eu respondo.
- Não sei por que eu ainda pergunto - ela continua rindo.
- Para ser sincera, nem eu - respondo.
Mãe é mãe, né. Brigamos, desafiamos, mas sabemos que elas sempre estarão lá, para tudo.
- Hoje você lava a louça, tenho que pegar umas roupas na costureira e depois vou direto para o trabalho.
- Ah, mãe - mimimi.
- Sem 'ah', é só a louça do almoço - ela fala, me dá um beijo e sai.
Trim, trim.
- Oi Seu Pedro, aham, pode deixar entrar - assim que eu termino a louça, Felipe chega.
- Oi, vida. Vamos ao trabalho? - ele pergunta.
- Sim senhor - respondo.
Trabalhamos a tarde inteira, mas o cartaz ficou per-fei-to. Adorava fazer trabalhos com o Lipe, a gente sempre se entendia, tendo ótimos resultados.
- La, você poderia me oferecer a pipoca e o brigadeiro agora, né? - ele ri.
Era assim. Sempre que ele vinha em casa, a gente via um filme, comendo pipoca e brigadeiro.
- Qual vai ser o filme de hoje? - pergunto, já sabendo a resposta.
- A Sogra - era sempre o mesmo. A gente chorava de rir com esse filme.
Não sei, mas sabia que tinha alguma coisa que me fazia bem quando eu estava com o Felipe. Sempre acharam que nós tinhamos um caso, essas pessoas não sabem ver um menino com uma menina que já acham que estão namorando, mas sei lá, ele era meu melhor amigo, poxa. Só isso.
- Acho melhor eu ir - ele diz, ainda rindo com o final do filme.
- Sim sim, eu te levo lá em baixo - falo, também rindo.
- Aham que eu não conheço o caminho - diz.
- Ai, desculpa, só estava sendo simpática - falo, fazendo cara de brava.
- É uma coisa que você nunca vai ser, gatita - me dá um beijo e sai.
Falamos assim um com o outro, é normal. Qum vê, estranha, mas é o nosso jeito de ser.
Tomei meu banho, liguei meu laptop, desejando encontrar uma pessoa on. Exatamente oito minutos depois que eu entro, "Fred acabou de entrar".

(continua)

2 comentários:

  1. adooooreiiii *-* quando sai o segundo capítulo? *-*

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  2. Mais uma história pra eu ficar ansiosa esperando o próximo capitulo, AJAHAUHSASHS

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