Invisível (capitulo nove)

07 fevereiro 2011

'Meu Deus', foi o que pensei e saí correndo. Não prestei atenção em ninguém que estava em volta, só gritei 'alguém chama uma ambulância' e fui para perto da mão. Segurei-a, era de um menino. 
- Se você estiver me ouvindo, aperta a minha mão - eu disse, logo depois de uma lágrima se formar em meus olhos.
Ele demorou, mas apertou.
- Graças - falei baixinho - ó, apertar uma vez é sim, duas vezes é não, combinado? 
Ele apertou uma vez só.
- Você sente muita dor em algum lugar?
Ele apertou duas vezes.
- Isso é bom.
Uma vez.
- Não era uma pergunta - eu ri.
Ele apertou várias vezes.
- Isso é uma risada? - continuei rindo.
Uma vez.
- Ok, vou ficar conversando com você até a ambulância chegar.
Nada.
- Ei, fala comigo.
Nada.
- Ai droga - sussurrei.
Uma vez.
- Você não pode me assustar assim!
Nada.
'Ambulância, bombeiros, polícia, ALGUÉM PODE POR FAVOR CHEGAR LOGO?' Ouvi sirenes.
- Você conhece a vítima? - um bombeiro me perguntou.
- Não - respondi.
- Ele está acordado? - voltou a perguntar.
- Não sei, há alguns minutos atrás, sim... Mas agora eu não sei mais - falei, chorando.
- Calma, vai ficar tudo bem, pode ir que nós vamos resolver isso - ele disse e me abraçou.
Tentei soltar a mão, mas ele estava me segurando. Isso era ótimo, pelomenos acordado ele estava.
- Eu não vou sair daqui, só preciso que você solte para os bombeiros te tirarem daí - disse, só para ele.
Ele soltou.
Os bombeiros começaram a 'desmontar' o carro para tirá-lo. Depois de uma hora, eles conseguem, e o menino que estava lá era o Guilherme. Não acreditei, saí correndo e falei para o bombeiro que havia falado comigo antes:
- Eu conheço ele sim, moço - e comecei a chorar.
- Como é o nome dele?
Depois de dar todas as informações que eu sabia, fui com ele para o hospital. Tentei ligar para a A.B., mas ela não atendeu.
Ficou eu e a loira na sala de espera, ela super mal por ter quebrado a unha depois de bater o carro, porque sim, ela que estava dirigindo.
- Quem está com o Guilherme? - o enfermeiro perguntou.
Antes que alguém pudesse responder, ela levantou e foi correndo para o quarto que ele estava.
Ok, eu esperava. Não passou nem cinco minutos, ela voltou, com uma cara de nojo, e falou:
- Ele quer te ver, tchau, estou voltando para casa.

- Posso entrar? - perguntei.
- Sim - ele disse.
- Antes de qualquer coisa, seu nome é Guilherme ou Felipe?
- Guilherme - ele riu.
- Tá, depois você me explica o porque mentiu pra mim - também começo a rir - queria falar comigo?
- Sim, vem aqui - ele me chama para perto da cama do hospital.
- Oi - digo.
Ele segura na minha cintura, me puxa para perto dele e me beija.

(continua) 

3 comentários:

  1. Ola conheci hoje seu blog, to adorando aqui!
    Vim também convida-la a participar do sorteio que ta rolando por la!

    Bjs
    Lucy

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  2. meeeeeeu deus meu deus! continua MUITO logo a historia! por favooooooooor

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  3. Continuaaa por favorrr

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