Amor Próprio

29 abril 2011

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Eu nunca pensei muito sobre o amor. Sabia apenas que eu deveria senti-lo. Sendo assim, muitas vezes me guiei por experiências alheias e no fim sempre me frustrava, ao perceber que aquilo tudo não era amor. Acho engraçado quando olho para trás e lembro-me de alguns momentos, em que jurei estar amando, e por tolice pensei até que morreria se um dia perdesse aquela pessoa. Só que com o tempo, eu pude aprender muitas coisas, principalmente que nem tudo que é bonito é amor.
Já vivi momentos maravilhosos, descobri em mim mesma, sentimentos puríssimos — que muitas vezes não foram valorizados — não era o amor propriamente dito, mas era bom. Fazia-me bem, fazia parte de mim: fazia. Outra coisa que o amor imaginável me ensinou foi a superar e que decepções não matam, aliás, ficar sozinha pode fazer bem. Afinal, aquela frase “antes só, do que mal acompanhada” deve ter sido criada por um coração aflito. Só quem viveu um sentimento, sabe do que eu estou falando. Um dia, estamos a chorar por perder um amor, no outro rimos por saber que estamos livres para o que tiver que ser.
Temos mesmo é que saber a diferença disso tudo.  Lembrar que existe vida pós-desilusão e que tudo fica bem, é indispensável. Eu só consegui entender esses mistérios, quando passei a cultivar outro tipo de amor. Amor esse que me motiva todos os dias, que me faz bonita, que me faz ter vontade de viver, que me faz querer amar alguém. Eu falo do amor próprio.
Isso, enquanto não nos amamos, não podemos amar quem quer que seja. Ficamos muito mais vulneráveis a decepções e corações partidos.  Talvez pelo fato de nos apoiarmos em uma idéia para alcançar um desejo obscuro de nossa alma. Amar-se é entender, que após a chuva, vem o arco-íris, que podemos mais, que queremos mais. É entender que um coração machucado não destrói uma mulher, e que a vida nos dá muito mais motivos para sorrir, do que parar chorar.


Por - @daiastk

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