Desencontros do amor - (Capitulo II)

29 abril 2011

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Então a espera havia acabado, enfim chegara o dia da volta de Fernando. Como Marina tinha ficado com as chaves do apartamento dele enquanto a diarista não estava, preparou duas pizzas e uma deliciosa mousse de maracujá - sua especialidade.
Acabou de se arrumar ali mesmo no quarto do amigo, já que o horário de sua chegada estava próximo. Depois de arrumada, seguiu para a rodoviária com o carro do pai e esperou por algum tempo até que o ônibus certo finalmente estacionasse.
Logo o viu.
Como não poderia, se era ele o mais belo e bronzeado rapaz que se encontrava entre os passageiros?
Ele estava mudado... os cabelos castanhos estavam mais curtos, a pele irradiava um bronze de dar inveja e o corpo estava ainda mais definido, apesar de escondido pela camiseta preta.
Uma visão incrível.
Mas o que a surpreendeu foi que logo atrás dele, estava um outro jovem, também bronzeado, mas de cabelos negros e alto.
Havia se enganado.
Fernando não era a unica beldade naquele ônibus.
Marina apegando-se a presença do amigo, correu para a saída dos passageiros. Ao encontrarem-se, houve um abraço longo e apertado.
- Como senti sua falta... - disse ela, emocionada.
- Se você acreditasse, eu até poderia dizer que eu senti muito mais, mas tenho certeza de que não vou te convencer.
- É, não vai mesmo... - sorriu, ela.
Sem que os dois percebessem, alguém chegou por trás e começou a rir da cena.
- Ué primo, não sabia que você tinha um tesouro desses escondido aqui. Você não me disse nada sobre ter uma namorada. E que namorada! - era o moreno que Marina vira, logo mais.
- É verdade, Felipe. Ela é um verdadeiro tesouro. Mas não é minha namorada... - completou Fernando, um tanto encabulado em responder o primo.
- Hum... Bom, deixe-me apresentar. Sou Felipe, primo do Nando.
- Olá, eu sou Marina, melhor amiga dele.
- Hum... Então é ela que... ? - disse Felipe, mas baixo, e antes que terminasse, Fernando respondeu:
- Sim, sim. Ela mesma... - um tanto envergonhado.
Marina ficou surpresa por Nando não ter falado nada sobre a vinda do primo.
- É que foi uma coisa de ultima hora, e eu queria fazer uma surpresa pra você de qualquer forma. Você vai adorar ele!
- Ah, sim. Era dele que você falava nas cartas?
- É, fiquei morando com ele quando tava no Rio. Pegávamos onda todo dia. Ele é muito mais fera do que eu, mas tudo bem.
- Que isso, primo?! - interrompeu Felipe - Você tá pegando experiência de algo que nunca fez, e já superou metade das pessoas que eu já vi surfar por aí...
- Hum... então além de pegar um bronze, o bonitinho aqui tá fera nas ondas? - continuou Marina
- A gente faz o que pode. Mas é só nisso que você repara, senhorita? No bronzeado nos homens? - completou Fernando
- Claro que não! Seu cabelo também tá mudado, e... você, ué!
- Sei...
Marina sentia um pouco de malícia na fala do amigo, como se ele escondesse algo dela, algo que, nuca havia percebido de sua parte.
Mas relevou. Foram os três pro apê de Nando.
- Vocês dois têm muita sorte mesmo. Fiz duas pizzas grandes pra gente. Vou só dar uma aquecida enquanto vocês tomam um banho.
- Tá aí, primo. Essa aí já dá pra casar - disse Felipe e saiu correndo para não levar uma toalhada de Nando.
- Liga não Marina, o Fê é assim mesmo. - desculpou-se o amigo.
Depois de arrumar a pequena mesa com uma das pizzas e uma coca gelada, Marina foi para o banheiro dos fundos. Só não esperava encontrar com Felipe...
- Oh, me desculpa por favor! - disse ela saindo envergonhada
- Nada não gata, eu tô de toalha.
- Pensei que você tivesse usando o banheiro do quarto de hóspedes.
- É que eu tô meio perdido aqui ainda, mesmo com um apê pequeno. Foi o primeiro banheiro que eu vi.
- Tá, me desculpa de novo. Você tá precisando de alguma coisa, quero dizer, desodorante, escova, pasta de dente, ou algo assim? - disse Marina tentando manter a calma
- Não precisa não, Marina né?! Eu tenho tudo que preciso na minha mala. Valeu, mesmo assim.
Ela saiu como um raio dali, assim que fechou a porta. Não tanto pelo fato de que ele estava quase nu, mas pelo fato de ter visto mais que seus olhos deveriam ver.
- Algum problema, meu anjo? - era o Nando
- Não, nada. Vamos comer? Chame seu primo, enquanto eu coloco os copos na mesa.
Ele achou estranho o comportamento dela, mas depois sentiu-se imensamente agradecido pela janta e pela deliciosa sobremesa.
- Pois é, Fê. A Ma é cozinheira de mão cheia, e vive aqui em casa quando eu tô precisando de um colo.
- Como é que você aguenta um cara desses no seu pé, Marina? - riu Felipe
- Acho que é muito amor mesmo, haha!
E os três passaram o resto da noite contando histórias e rindo, um do outro.
- Bom, já tá tarde, acho que já vou indo...
- Dorme aqui Ma. Eu arrumo o quarto de hóspedes e o Nando dorme comigo, tudo bem primo?
- Claro, por mim, tudo ok.
- Então vou só ligar pro meu pai pra avisar.
- Ta vendo, Fê, é assim que a gente descola um café da manhã nota dez - disse Nando caindo na gargalhada
- Peraí que eu vou te dar seu café da manhã...
Marina saiu correndo atrás de Fernando, mas este escorregou no molhado deixado pelo primo ao atravessar de toalha até o quarto. E Marina, caiu por cima dele.
Eles ficaram cara a cara, a respiração ficou mais lenta e o rosto cada vez mais próximo sugeria algo novo tanto pra um quanto pra outro....

(continua)

Por: - Is.

Um comentário:

  1. Waaa *---* q emoção KOASKOASOAKSO

    (pena que o primo bonitão tá lá pra segurar vela. OKASKOSAKO Faz, assim, empacota e manda aqui pra casa! B) OKSAOKASOK)

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