Entre aspas

17 abril 2011


Já era de se esperar que fosse assim. Nada de final feliz, nada de palavras verdadeiras. Pessoas mentindo o tempo todo e um amor cheio de ambiguidades. Palavras jogadas ao vento era o mínimo que acontecia, os sentimentos eram confusos e as palavras saiam forçadas, quase que cuspidas para fora.

Duas pessoas, e um coração partido, era essa a pior situação que alguém poderia encontrar, mas encontrou. O fim do poço era fichinha para ela, ela o conhecia como a palma de sua mão. Ela sabia exatamente que se olhasse para cima, haveria uma saída, mas ela não estava disposta a subir, não agora.

Ao olhar para o lado o causador de tamanha confusão estava ali, junto com ela, como sempre, sem amá-la, mas ao seu lado, a fitando, esperando o momento certo de dizer que a amava. O causador adorava chamá-la de amor, afinal, ela era mesmo o amor dele, só faltava ele descobrir.

Quando juntou forças o suficiente ela decidiu sair daquele lugar medíocre, onde só os fracos estavam dispostos a ficar. Ela saiu de lá, o fundo do poço definitivamente não era o lugar dela. Ela saiu e deixou para trás tudo que precisava deixar, o fundo do poço, o causador e aquele amor entre aspas.

2 comentários:

  1. Amor entre aspas, é interessante. Eu o senti, mas consegui retirar as aspas do meu amor. :)

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  2. Ahhh me identifiquei tanto *-* [/fudeu

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