Meu Primeiro Amor

04 abril 2011


“É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.”

Dizem que não há amor como o primeiro e é verdade. O primeiro amor é aquele em que a felicidade é tamanha que dói, pois a alma não foi feita para suportar toda essa energia. Dói também por imaginar que um dia isso possa acabar.
O primeiro amor insiste em permanecer em nossas vidas, ele pode ter sido traumatizante ou maravilhoso, eletrizante ou mais ou menos, mas o fato é que ele será inesquecível, pois foi ele quem despertou nossas primeiras sensações, aquelas em que talvez até hoje, sonhamos em tê-las novamente, como não conseguir dormir de tão nervosa que está para poder vê-lo no dia seguinte, ou ficar sorrindo sem nenhum motivo aparente... Às vezes era só ele trocar uma palavrinha ou um olhar com você que o dia já estava ganho! Pode parecer bobeira, mas não é, pois cada detalhe nos trazia uma nova sensação, uma nova alegria ou decepção.
É aquele que abre caminho para muitos outros, terão amores maiores, amores melhores, mais experientes e até mesmo mais felizes, mas o primeiro amor, mesmo tendo passado anos e anos, ele será sempre aquele em que vamos nos lembrar e pensar que poderia ter dado certo, que o último capítulo poderia ter sido mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é um milagre em nossa vida e, como tal, não há milagres com uma segunda chance.
Quando tocam no assunto de primeiro amor, logo bate aquela saudade, vem o nome dele na sua cabeça e todos os momentos que passaram juntos, mesmo não sendo muitos, são os que ficarão guardados em você, pelo resto da vida e, mesmo não querendo, hora ou outra lembrará do bem e do mal que esse amor lhe trouxe, de toda a experiência, todo aquele êxtase que você sentia, apenas por ele, aquele que conseguiu mexer com você, com seus sentimentos e sentidos, aquele que fez você acreditar que amor realmente existe.
Não há regras para conduzir um primeiro amor, se fosse possível ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar.

“Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.”

2 comentários:

  1. Não há nada como o primeiro amor! As primeiras sensações de liberdade, os primeiros sorrisos bobos, os primeiros suspiros...
    Muito lindo o post!
    Beijos *:

    http://leontynasantos.blogspot.com/

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  2. Ai adorei o post, eu adoro falar sobre o primeiro amor.. mas vai saber se acabou mesmo.. quem sabe um dia! Hahahha a esperança é última que morre!

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