A um qualquer

22 abril 2011


As vezes dizem que eu sou vidente, que adivinho o futuro e que sou portadora de uma intuição, infalível. Eu discordo. Eu tenho o que todos tem, mas não sabem usar: A visão! 
Com a teoria de que você colhe o que planta, eu posso ver que tudo volta. E como o mundo dá voltas... E é sobre elas que eu quero comentar. As voltas! Geralmente as coisas não acontecem quando queremos, elas escapam das nossas mãos. Acho que nunca ousei escrever nada diretamente para alguém, mas como para tudo existe uma primeira vez, lá vou eu ter a minha. Nunca fui boa de desenrolar nada, mas vou dar um passo de cada vez, o que é maravilhoso para quem estava parada! Sempre fui feita de amores não bem começados, não bem terminados, mas tentei. Disseram que eu era pouco, como se eu fosse vazia, nem para ser descartavel eu servia. Eu que sempre tive a consciência de que era boa, em todos os sentidos imagináveis, muitas das vezes, abaixei a cabeça. Duvidei de mim! Idolatrava o que ou quem eu julgava ser demais pra mim, usava do desprezo e se achou por muito tempo ser O tal. Tantas foram as vezes que me perguntei o que havia de errado comigo. E aparentemente não achei resposta. Me senti tantas vezes boba demais, pouco demais. Talvez o tal nem achasse isso, talvez ele nem achasse Nada de mim e era isso que me incomodava. O Nada. Foi quando resolvi por Nada fazer, Nada mudar e Nada querer. Olhar para frente, como quem estivesse arrumando o futuro com os olhos, com a maior naturalidade do mundo. E consegui parar de julgar o destino.. "O tal" e principalmente parei de julgar a mim. Decidi usar e abusar do Nada que ele me dava. E consegui, não foi uma luta facil, mas não chegou a ser uma guerra. Foi quando eu passava pelo espelho da sala, quase despercebida que voltei para reparar assim, que o Nada - como eu era conhecido pelos olhos dele - havia se tornado Tudo e ainda se tornaria mais. E o tal voltou para ver também, e se não tivessem comentando comigo a reação dele ao me ver, eu nem notaria. Porque pra mim, hoje, não é Nada demais... E eu pude acreditar que o Tudo da história, sempre fui  eu. Pude agora sim, notar o desejo dele por mim, o olhar dele sobre mim e o meu grande desdém por ele, talvez por um pouco de vingança, mas primeiramente e principalmente por falta de interesse. Quem sabe um dia nós possamos conversar sobre esse mundo engraçado e eu te relembrar o quanto o mundo dá voltas, meu amigo. E o Nada voltou pra você ver como pôde se tornar Tudo. Então combinado, agora você me assiste como a personagem principal do filme e eu esbarro em você enquanto você segura a câmera que dá o cloose principal, em Tudo o que você perdeu. Pode ser até que eu olhe para trás, mas eu acredito que a unica coisa que eu vou encontrar, é Nada!
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Desejos de Menina: A um qualquer © 2009 - 2015 - Todos os Direitos reservados
Volte sempre!