Desencontros do Amor (capítulo V)

21 maio 2011

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Marina entregou o carro ao pai, que a esperava na porta de casa. Ela deu-lhe um beijo de bom dia e seguiu para o quarto onde a primeira coisa a fazer, depois de tomar um banho e colocar uma roupa limpa, foi ligar para sua amiga Juliana.
- Ju, corre aqui pra casa que eu preciso te contar umas coisas.
- Tá, vou terminar meu café e já já eu chego aí. Beijos.
Enquanto Marina esperava a amiga em sua casa, Nando andava de um lado para outro, refletindo a reação da amiga.
- O que foi, Nando? Que tensão toda é essa, primo? 
- Nada, nada...
- Aham. E eu sou otário. Vai conta logo! Você conseguiu falar com ela?
- Err, não, ainda. Sabe, eu achei ela tão estranha. Como se não quisesse saber o que eu tenho a dizer...
- Ah, primo. Que nada! Você deve ter intimidado ela um pouco, só isso.
- É, pode ser.
- Mas o que realmente aconteceu quando vocês caíram?
- Ela caiu por cima de mim, perto demais... Mas você apareceu! Estraga-prazeres...
- Hahaha! Então salvei a Chapeuzinho do Lobo Mau, foi isso?! hahaha

A campainha tocou.
- Deixa que eu atendo, mãe. Deve ser a Ju.
- Oi, vim assim que pude.
- Entra, bora lá pro meu quarto. - e correram as duas para o refúgio de Marina.

- Bem, tenho várias coisas pra te contar... Nem sei por onde começo...
- Pelo começo! Como foi que ele chegou? Com quem? O que aconteceu ontem?
E assim começou a conversa das duas. Primeiro, Marina contou sobre sua chegada, junto ao primo, que cá entre as duas, era um pedaço de mal caminho; depois falou das indiretas; da queda; da conversa com Felipe; e por fim, da conversa com Nando.
- É, meu bem - disse Juliana - se isso aconteceu desse jeito mesmo que você tá me contando, algo de novo está para acontecer...
- O que, por exemplo, seja mais específica!
- Ah, Má! Deixa de ser sonsa! Ele tá caidinho por você, garota! Tá estampado na cara dele, pelo que você me disse.
- Não é possível...
- Ué, e porque não? Vai dizer que não é tudo que você sempre sonhou?
- É claro que sim, mas é que...
- Não acredito que você tá com medo de se arriscar de novo? Dessa vez é diferente, amiga! O garoto parece te corresponder, também.
- É que você não entende. Todas as vezes que tudo está dando certo pra mim, tem sempre alguma coisa ou alguém que me faça cair no chão pra me provar o contrário.
- Você tem que parar de se torturar desse jeito. Se não vai acabar não acreditando em mais nada, nessa vida, ué.
- É, você tem razão.
- É. Eu sempre tenho. Humm... lembra daquele trabalho de literatura? Bora terminar agora, aproveitando que minha excelentíssima presença se encontra ao seu lado? haha
- Sim, digníssima! Vamos logo com isso, ainda tenho que resolver umas coisas ainda hoje.
- Humm, garota dos mistérios!
Após terminar o trabalho, as duas amigas almoçaram e foram para o quarto novamente, fofocar mais um pouco e, estudar também.
- Pronto, todas as matérias estão ok. Você está liberada, Dona Juliana.
- Agradecida. Vou tomar um banho e mais tarde, tô indo no cinema com a galera da sala, quer ir?
- Acho que não. Tenho umas contas a acertar...
- Uma conversa pra terminar, você quer dizer?
- Exatamente. 
As duas se despediram, e assim que Juliana foi embora, Marina pegou o celular e mandou um sms para Nando:
' Oi, terminei tudo que tinha pra fazer hoje. Se quiser, tô livre agora a noite pra ouvir o que você tem a me dizer. Beijinhos. Má.'
Seguiu em direção ao banheiro, com o coração na mão, pensando na possibilidade de que algo de bom acontecesse, por fim, a ela.
Depois de perfumada e usando seu jeans favorito, pegou o celular e viu a resposta:
' Oi, anjo. Te espero aqui em casa, às 8:30. Se não puder vir, me liga que eu passo de bis aí. Beijos. Nando'
Ela pegou a chave do carro do pai, que já cochilava no sofá, avisando à mãe que ia encontrar com o amigo.
- Não volte tão tarde, meu bem. 
- Ok, mãe. Não pretendo demorar tanto hoje.
Ela pegou o carro e seguiu em direção a uma sorveteria que fazia o sorvete favorito de Nando, pegou uma lata com o suficiente para os três, e foi para o apê dele. Ainda eram 8:20. Esperou um pouco, de dentro do carro, com a pulsação cada vez mais acelerada. Com um profundo pânico do que estava por vir...
Ela subiu. Viu que o prédio se encontrava em profundo silêncio. Chegou em frente a porta. Tocou a campainha.
- Oi, você veio.
- É. Disse que viria. E trouxe sorvete para nós três!
- Três? Ah sim, o Felipe deu uma saída para conhecer o bairro...
- Sozinho?
- É, ele é meio estranho, mas a gente acostuma. Entra.
Ela como não gostava de cerimônias seguiu em direção a cozinha e separou duas taças de sorvete para os dois. Antes que pudesse servir, ele a puxou para si e perguntou-lhe:
- Você sabe pra que eu te chamei aqui, não é?
- Humm... Para terminar o que você tinha pra me dizer?
- Digamos que sim.
- Bem, mas você poderia deixar ao menos eu te servir o sorvete, ou será que a conversa é tão extrema assim?
Ele a soltou e seguiu-a em direção ao sofá. Marina tentava controlar, mas sentiu o impacto que aquelas palavras tiveram sobre seu coração. Mais e mais esperança, sim, algo muito bom, estava chegando!
- O seu favorito!
- Obrigado.
- Bem, e o que você tem de tão importante pra me falar?
- Humm, acho que seria melhor se eu o fizesse, acho que você entenderia melhor, talvez...
- Ah é? Então faça, ué.
Nesse exato momento Fernando a puxou para si, com toda força que tinha em seus braços e arrancou-lhe um beijo.
Não era só um beijo.
Era mais que o enlace de duas línguas, que a troca de uma respiração gelada do sorvete, que o fechar de olhos, que a união de mãos em cada nuca. Era muito mais...
Mas quando se deu por si, Marina deixou cair a taça sobre o carpete, lembrando-se que estava num mundo real, e não num conto de fadas.
- Ai, desculpa. Eu, eu... tenho que ir. Desculpa.
- Não, você não tem que ir.
- Por favor, eu não quero...
- Você não quer...?
- Desculpa, adeus!
Marina saiu correndo escada abaixo, chegou ao carro e, antes que pudesse entrar, foi apanhada por um par de braços fortes e quentes.
- Não, você não quer ir.
E a apanhou num beijo longo e quente.
Era o começo de tudo.

(continua...)

Um comentário:

  1. Vixxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


    AÍ SIM EU GOSTEI EM! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Marina BURRA --' pqp, como foge assim da raia!? KOASKOASKOSAOK

    Não sou mais dessas desde os 13 anos u.ú
    euein, fugir da felicidade? OKSAOKSAKO

    Quem lê "André" no meu blog sabe disso (: KOSAKOSAKO

    Beeijos *-*

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