Complexa

01 junho 2011



Sou conhecida pelo que falta, pelo que não sei e pelo que não vem. De tanto pensar e escrever no espelho do banheiro depois do banho, embassado. Por debaixo de um rimel bem aplicado, existe olhos que choraram.. cansaram, prometeram, além de olharem. Bastante! Desejaram conseguir reações através de pensamentos, como me ensinaram. Não devo ter aprendido direito; não veio. Rodeada por amigos imaginários suprindo a falta que me faz um ombro, um colo, um abraço. Que hoje me entendo como subentendida e provoco o silencio ao me perguntarem o que é que eu tenho. Se perguntarem pra você qual é o meu status diga que não sabe, nem eu sei. Apaixonada por perguntas sem respostas, entendo as coisas mais complexas e não entendo o óbvio. Ou não quero enxerga-lo! E ao admitir isso, meus olhos até que ameaçam se abrir, me iludindo como forma de carinho, mas se fecham. Grande novidade! Respondo, revido e só me sinto culpada por não me arrepender, por ter uma personalidade que de tão forte, me bate. Apanho, me curo e faço tudo de novo. Recomeço a minha vida todos os dias, grande parte da noite. E as inseguranças que me seguem se consolam entre si ao verem minhas vitórias, repentinas, passageiras; mas vitórias! Que em grau de felicidade, evolui. Aprendi, mas me pego querendo brigar com o coração que ultimamente, anda tão quieto que me vi sendo obrigada a parar e sentir se ele ainda batia. Fujo de quaisquer que sejam as responsabilidades que a vida me dá, ignoro as conseqüências e adoro, confesso. E só tenho pena, desdém do que é passageiro, do que não é verdadeiro. Me encontro todos os dias querendo descobrir afinal: Quem eu sou? Que não perco o habito de embassar os vidros do onibus também sempre que me vejo fazendo e refazendo essa pergunta, onde quer que eu esteja. Que eu receio contar, mas ao diário devo ter confessado: Essa armadura tão forte só funciona para quem não me conhece. Até estranham.
Invento problemas quando tá tudo certo, gosto do inesperado. Gosto de conseguir quando achava que estava tudo perdido! Talvez eu seja uma coitada, talvez eu mereça. Só consigo sonhar e há quem tenha pena de mim. Eu só queria agora, levantar de uma maneira diferente dessa cadeira. Possuindo um charme a-lá Marilyn Monroe, só queria hoje aparentar a mulher forte que não sou. E se sou, ainda não conheço. E me sentiria grata a quem a apresentasse para mim, quando tivesse um tempo livre. Canto enquanto não encontro, usando quase-sempre mesmas palavras. Enquanto eu descubro quem eu sou, todos ao meu redor pensam que tem certeza. Mas surpreendo, positivamente ou não. Entro em acordo comigo mesma e combino de pensar mais sobre isso amanhã. Afinal, estou feliz. Estou mentindo, estou feliz!  

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