Relatos de um namorado

26 junho 2011

É que ela nem imagina o quanto eu gosto de vê-la sorrindo com os olhos. A forma de sorrir, suas mãos delicadas. O perfume doce, que querendo ou não, sempre fica impregnado na minha camisa. Gosto da forma em que ela se refere ao futuro. Dos planos de ser mãe, de ter uma família. Mas isso tudo só depois que estabelecer-se em um emprego, uma casa confortável. Mesmo ela sabendo que os planos quase nunca saem perfeitos por completo. Gosto da forma em que seus olhos brilham quando ela faz planos pro futuro. Ela se acha feia, mesmo eu repetindo milhões de vezes que ela fica linda com ou sem maquiagem. E que as palavras dela me encantam. O modo de pensar, de sonhar. Nunca pensei em viajar para o exterior, mas se a faço feliz dizendo que gostaria morar em Paris, tá tudo bem.  Gosto das mensagens de madrugada, quando ela me liga pra desejar boa noite e perguntar se cheguei bem em casa. Às vezes pergunto-me se vivo um sonho. Essa utopia digna de filmes românticos, estórias da Disney. De te assistir dormindo, enquanto você reclama que o sono não vem. Dos filmes bobos em dia de chuva, do brigadeiro que ela faz ao chocolate quente da futura sogrinha. Das viagens longas em que o cansaço fala mais alto e eu acabo cedendo meu ombro como travesseiro. Sentindo sua respiração e o coração bater mais forte. Gosto dela, desde suas saias rodadas, às fitas coloridas no seu cabelo. Ela nem imagina que sempre quis abraçar o mundo, mas estando ao seu lado; contento-me só em cruzar os braços pela sua cintura. O cheiro de uva do seu xampu predileto, e as fotos da ultima páscoa, do natal em família. O coração de pelúcia que me destes no primeiro mês de namorados, te substitui nas noites em que durmo sem a tua companhia. Aos abraços quentinhos, as nossas mãos coladas. Ao orgulho de sair contigo e ver que os mocinhos da rua suspiram, pela minha sorte de te ter ao meu lado. Esse amor é daqueles típicos que sobrevivem ao sol, à chuva, ao tempo e a qualquer distância. Como você sempre me disse, aqueles amores que se contentam em ser só teu. Sem querer ser mais de ninguém. Enfim chegou, demorou mais chegou. Sem espera, sem questionamentos. Após decepções, talvez. Mas curei-me para ti, de uma forma que nunca imaginei que fosse capaz. E não foram as vezes em que te calei com um beijo em meio a uma briga, ou das surpresas que eu sempre insisto em te fazer. Eu reparei em tudo isso com o tempo, com o costume. Com o pouco, inesperado, meio tímido e romântico.. sintomas de amor.

Postado por: Alana Monteiro
Alana Monteiro Aquariana, Paraibana e atualmente morando no Maranhão. Flamenguista, pivô, escritora por diversão, ex-intercambista, futura diplomata e colecionadora de livros.

3 comentários:

  1. amr ameeei seu blog, os posts são muito legais e o blog é lindo, se puder segue o meu: http://caprichodeumagarota.blogspot.com/

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  2. Que texto mais liiiiiiiiiindo cara *-*

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