Além do que se vê

27 julho 2011

Gosto do fogo que queima. Metaforicamente, é claro. Não posso falar pelas mulheres no plural, mas posso falar por essa mulher no singular. E o que ela quer? Aventurar-se, jogar-se ao passado e viver um futuro digno de sonhos. Uma vida estável de segunda à sexta e “vida louca” aos fins-de-semana. Quero ser capaz de lidar com essa complexidade - esse vulcão e essa garoa. O chove-não-molha, a indecisão que desde quando me entendo por gente habita em mim. Charme misterioso, jeito de meio frio, muitas vezes distante.” É o que diz meu signo. E eu me identifico. Quero alguém pra mudar esse vulcão em erupção. Acabar com esse meu jeito frio, esquentando de vez tudo que vier pela frente. Caliente. Colocar ela pra dormir, participar dos ínfimos sonhos. Trazer de volta a respiração despreocupada com a vida. Alguém capaz provocar o meu respeito, ganhar o meu afeto. O famoso ‘’tirar o chapéu’’. A verdade é que eu ando meio desacreditada da vida, dos sonhos, dos homens. Preciso de alguém que me prove que tudo isso é só o que dizem. Só mais uma fofoca da vizinha. Quero alguém que também tenha as suas próprias complexidades, e que nos fins-de-tarde, enquanto mecho no seu cabelo, possamos discutir juntos as soluções desses problemas. Que me faça achar perfeitos os defeitos de nascença. E que essa mulher também precise aprender a lidar com elas. Ambos terão seus defeitos, suas manias, suas introspecções. Como todo mundo.
Algo impreciso, como a chuva fora de época. Sair de casa sem guarda-chuva e seja o que for. Se tá na chuva é pra se molhar e que fique por isso mesmo. Não quero histórias prescritas, com roteiro e data pro final. Quero surpresas, apreensões, dúvidas, discussões. Quero provar que há males que vêm pro bem, que se soubemos optar tudo não passa de uma equação matemática. Não dá pra calcular detalhadamente o efeito de cada diferente vetor. Na vida ou no amor, eu repito como em um outro post, não existem fórmulas mágicas... Apenas a necessidade de se ponderar a própria responsabilidade. De se entregar. De se jogar de uma vez e não ter corda pra voltar quando a relação esfriar.
Sou mais que sonhos, vontades e desejos. Sou corpo e alma, vontades e sentimentos. E que num remix de tudo isso junto-e-misturado, alguém num futuro muito próximo descubra a mulher que habita aqui dentro. Isso vale também para a casa na praia, as viagens pelo mundo e os filhos que hão de vir. Alguém que descubra essa vontade de pôr na mesa o que há dentro do coração. Nada de aparências.  Como num espelho claro e objetivo: sou além daquilo que você vê..

Postado por: Alana Monteiro
Alana Monteiro Aquariana, Paraibana e atualmente morando no Maranhão. Flamenguista, pivô, escritora por diversão, ex-intercambista, futura diplomata e colecionadora de livros.

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