Inseparáveis - capítulo VIII

13 fevereiro 2012

- Aquele quem, Melissa?
- Aquele ali com a camisa xadrez… Aquele ali, Dan - apontei.
- Sei lá, por quê? - ele perguntou.
- Porque ele é lindo, tô passando mal, nossa - me abanei.
- Nossa, bonito mesmo, ein - Dan deu uma risadinha sem graça.
- Peguei a ironia, Daniel - falei e saí caminhando para o lado contrário.
Ele veio atrás de mim, segurou meu braço e me olhou, sério.
- Que foi? - perguntei.
- Para onde você está indo?
- Para a praça, ué.
- Mas não é por aí.
- Claro que é, olha o mapa.
- Acontece que você está vendo o mapa de ponta cabeça, lindinha - ele riu.
Não consegui me segurar, tive que rir também. Essas briguinhas idiotas que nós tinhamos eram as melhores, sempre alguém fazia uma besteira no final. Normalmente esse ‘alguém’ era eu.
- Vamos, é por aqui - ele disse, pegou na minha mão, e fomos.
Passamos na frente do menino de camisa xadrez, ele era realmente muito lindo. Parecia ter a nossa idade. Melissa, concentre-se, concentre-se. A cidade era cheia de árvores, parques, lagos, tudo muito lindo e diferente do que nós costumávamos ver no interior.
- Que lindo aquele casal, awn - falei, mostrando-os para o Dan.
- Deve ser muito vir aqui com o namorado ou com a namorada, né? - ele disse olhando para mim e sorrindo.
- Nossa, é verdade, imagina se o cara de camisa xadrez estivesse aqui - sorri.
- Na boa, Melissa, já não deu de falar nesse cara?
- Tá, tá, tá, parei.
- Obrigado.
Depois da praça fomos até um museu de peças de carro, paixão do Dan desde sempre, tomamos sorvete e resolvemos conhecer o cinema. O filme era horrível, mas o cinema era perfeito. Era grande, parecia construção antiga, aquelas de filme de época, me apaixonei, tenho certeza que voltaria ali muitas vezes.
- Acho que está na hora de voltar, né? - falei.
- Sim, já está escurecendo e não podemos voltar depois das oito, eu li no regulamento.
- Temos um regulamento? - perguntei.
- Temos, é aquela “coisa” que está do lado da sua cama. A coordenadora falou milhares de coisas assim que eu cheguei, o regulamento era uma delas.
Ah é, eu não tinha prestado atenção no que ela tinha falado, era bom eu ler esse regulamento. 
- Ah claro, eu lembro - menti - mas então, vamos? Quero dormir cedo hoje para as aulas amanhã.
- Eu também, vai que entra alguma menina gata, né, preciso estar bem - ele riu.
- Cala a boca, Daniel - falei, brava.
- Ué, você pode ter o seu gatinho de camisa xadrez e eu nem posso querer estar bem no primeiro dia de aula para impressionar, poxa - ele fez biquinho.
- Não adianta você impressionar no primeiro dia se nos próximos tu vai voltar a ser você mesmo - ri e saí correndo, porque eu tinha certeza que ele ia sair atrás de mim assim que entendesse a piada.
Demorou um pouquinho porque ele era meio lerdo, mas isso foi bom porque ganhei uma vantagem. Na verdade era sempre assim.
- Te peguei, princesa - caímos no chão assim que ele me abraçou.
- Socoooooorro - gritei.
Ele riu.
- AI MEU CABEEEELO, DANIEL - gritei mais alto ainda.
- Olha o escândalo, menina - ele riu e me levantou - vamos?
- Vamos - afirmei.
Voltamos caminhando até a escola. Quando chegamos no quarto, tinha um bilhete na porta.
“Quero ter uma conversinha com vocês dois, quando chegarem, passem em minha sala. Paula.”

2 comentários:

  1. Oiii acabo de conhecer o sue blog gostei muito, ja estou seguindo, bjos

    Te convido para conhecer o meu blog se gostar me segue,

    http://toquaseprontaprasair.blogspot.com/

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  2. Olá!!!!
    Adorei seu blog, esta história então...
    Estou anciosa para os proximos capitulos.
    bjusssssssssssss

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