Inseparáveis - Final

06 junho 2012

- E o Dan? - perguntei para o primeiro amigo dele que passou.
Ele fez que não com a cabeça.
- O Dan? - perguntei para o próximo.
Ele respondeu da mesma forma.
- Cadê o Daniel? - perguntei para o terceiro.
- Ah, ele não veio com o time não, disse que ia resolver uns negócios antes, sei lá.
- Mas como assim?
- Ele não disse mais nada não, Mel.
- Mas…
- Não sei, acho que ele vai chegar mais tarde - foi a última coisa que ele disse antes de ir ao encontro de seus pais.
Fiquei ali parada sem saber direito o que fazer. As pessoas foram indo embora, o pátio da escola foi ficando vazio e eu continuava parada. 
Quando sobrou apenas eu e o motorista, resolvi voltar para o quarto. 
- Com licença…
- Sim? - falei.
- Melissa? - o motorista perguntou.
- Eu mesma… Mas e você?
- Vem comigo - ele falou.
- Mas como assim, ir com você? Para onde?
- Sou o motorista dos meninos do futebol, o Daniel pediu pra te levar até um lugar.
- Daniel? - acho que meus olhos até brilharam.
- Sim - ele sorriu.
- É longe?
- Não, 10 minutos a gente chega lá.
- Posso ir com essa roupa? - perguntei.
- Sim, acho que tudo bem - ele falou.
- Ok, então vamos!
Acho que às vezes eu confiava demais nas pessoas, mas, vamos.
Estávamos indo na direção da praça. Óbvio, tudo acontecia naquela praça. Eu amava aquela praça.
- Entregue, mocinha - o motorista falou e abriu a porta para mim.
- Obrigada!
Tá, e agora? Eu tava na praça. E o Dan?
- Oi - eu sabia, pelo tom da voz dele, que ele falou sorrindo.
- Oi meu amor! - virei pra ele e o beijei.
Ele me segurou pela cintura e me deu um mega beijo.
- Você me deixou muito preocupada, sabia? 
- Sabia - ele riu.
- Não tem graça, poxa.
- Tem sim, agora vem comigo.
- Onde a gente tá indo?
- Quietinha.
- Mas amor…
- Fecha os olhos.
Fechei.
- Fechou?
- Sim senhor.
- Pronto.
- Posso abrir?
- Pode.
Quando eu vi, juro que não acreditei. Ele tinha feito um jantar. Naquele nosso lugar que dava para ver a praça toda, com velas… Era muita perfeição para uma pessoa só.
- Então… - ele começou.
- Então nada, cala a boca e me beija.
Ele beijou, mas logo parou e continuou a falar:
- Não, mas é sério, eu queria te falar umas coisas…
- Então fala, amor.
- É que… Mel…
- Fala, Dan.
- Obrigado.
- Por o que, meu amor?
- Mesmo depois de tanto tempo, ter ficado comigo.
- Mas eu nem fiz nada.
- Ah… - ele era lindo tímido.
- Amor, vem cá, vem - puxei ele e o beijei.
- Você é tudo para mim.
Jantamos, ficamos conversando sobre tudo, sobre nada… Foi tudo tão perfeito. 
Voltamos para a escola a pé, de mãos dadas, em silêncio, apenas nos curtindo.
- E agora? - ele perguntou.
- Agora o quê? - sorri.
- E essa cara de safada, ein? - ele riu.
- Eu? Safada? Mesmo? - eu tava me segurando para não rir.
- Você. Vem.
Eu fui.
~~~
DIA DO VESTIBULAR, eu estava surtando. Muito. Isso não era bom.
- Se acalma, você estudou, você sabe de tudo, amor - Dan tentando me acalmar.
- Tô indo, tá? 
- Boa sorte, princesa, amo você - ele me deu um beijo e eu entrei na sala.
~~~
PASSEI, PASSEI PASSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!
- Dan, PASSEEEEEEEEEEEEEI!!!!!!!!
- Eu sei, princesa, eu te disse, não disse?
- AAAAAAAAAAH, PASSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!!!!!!!!!!!!!
Eu tava muito feliz, sério. Em casa, com meus pais, Dan e tudo o que eu tinha direito e, ainda mais, recebendo a notícia que eu havia passado no vestibular. Enfermagem, tudo o que eu mais amei na vida. Depois da minha família e do Dan, óbvio.
Vida nova, faculdade, namorado. Uma nova Melissa tava nascendo. Que Melissa era essa?
FIM

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