I made it, USA: Sorrindo subconscientemente né...

08 agosto 2012



Alguém aqui já sentiu aquela decepção de quando você planeja alguma coisa, coloca a maior fé e acaba não acontecendo? Sabe esse tipo de decepção? A cada dia que passa, eu sinto isso. Aquela angústia de ter se programado para algo que, no final das contas, parece que não vai acontecer.

Tá. To ficando tensa, não vou mentir. Falei para mim mesma: Ah, é normal a espera de família. Vou achar uma família. Vou ter que achar uma família. Mas no momento, meu pensamento está em uma frase: Já estamos em Agosto. Para mim, eu já estaria viajando em 10. Tipo. Porque não estou viajando em 10 dias? Falar que eu não estou pensando em plano B (C, D e E, também.) é uma mentira bem grande. 

Já estou pensando em outros programas, ou outras faculdades. Mas não quero. Quero meu intercâmbio e sinto que vou conseguir ainda esse ano. Porém é fogo esperar. Muito fogo. Nem de longe quero ser uma daquelas pessoas que desiste no primeiro obstáculo. Mas, esse percurso tá hard core. O engraçado é que pensei exatamente isso da minha formatura. Pensei que estava me programando para algo que não fosse acontecer, sabendo que ia acontecer. Achei que não ia conseguir passar, ou algo assim. Acabei descobrindo com o tempo que isso se chama medo. Medo de não acontecer, medo de não ser bom o suficiente. Medo de se decepcionar. Ai... Você acaba se decepcionando por antecedência. 

Eu estava só com medo. Medo que acabasse. Medo de não ver a minha rotina. Aquele bom dia sonolento, que só seus amigos sabem dar. Tava com medo que o amanhã viesse mais rápido do que o hoje e me derrubasse da cama. Como se eu estivesse caindo de um abismo. Tudo que eu conhecia e tinha me acostumado, estava sumindo. E ai, a nostalgia começou a tomar conta, me envolver, me entristecer. E aqueles sorrisos, compartilhados em uma manhã de caos? E aquelas risadas gostosas e sinceras? Para aonde iriam? 



Foi ficando cada vez mais assustador: Olhar para trás e perceber que eu estava por minha conta. Sabia que ia dividir muitas risadas mundo à fora, nos caminhos que o destino me guiasse, porém não posso (e não devo), esquecer de quem me ensinou a sorrir, de quem dividiu a primeira lágrima, de tanto rir, comigo. 


Quando eu percebi chegou a hora do abraço. A hora em que eu veria tidas aquelas pessoas, possivelmente, pela última vez. Alguns deles, eu realmente vi.  Então, em cada abraço tentei deixa uma parte de mim. Um carinho, um jesto sincero. Tentava sorrir, ao mesmo tempo em que não queria sentir nada. Eta coração frágil, bobinho. Veio chorando o caminho todo. Trilhando o caminho, sozinho, com medo de tropeçar. Não. Com medo de não ter ninguém para ajudar a levantar, isso sim.

E, por fim, eu me despedi com uma lágrima no cantinho do olho, com o coração (apertado) palpitando, o nariz vermelhinho. E quando dava aquele abraço longo, é porque não queria largar. Me despedia sem, na verdade, estar me despedindo. Ô dor no peito. Ô tristeza. E para quem sorriu comigo, desejei tudo o de mais bonito. Mas, ei! Uma coisa é certa: Guardei os sorrisos deles para, depois, chorar de rir sozinha. 

A questão é que, se você tiver medo do manhã, você não vai conseguir aproveitar o hoje e nem fazer o ontem ter valido a pena. Arrisque-se. Entrei nessa, nem saber, exatamente, o que me espera. E sei que vou sair, e nunca vou esquecer os sorrisos que dividi, com quem dividi. Não deixe o amanhã te assustar, de tal modo, que não consiga viver. Não vale a pena. O legal é se arriscar. Vai que dá certo... E se não ter. Tente. Tente. Tente. Até dar. 
Ninguém comprovou que o gato tem sete vidas. E mesmo assim, ele não deixa de pular e se arriscar, certo? 

Ai. Bateu uma saudade da minha rotina, da minha sala. Sorri, subconscientemente, só ao lembrar deles. Ai. Foi bom hein. Foi muito bom. Um brinde, ao pior-melhor ano que eu tive. 2011. 


Milhões de beijinhos corajosos, carinhosos e saudosos. 

                                                                        Momô. 

2 comentários:

  1. MEU DEUS QUE TEXTO EM , senti até emoção ao ler cada palavra , ao ler cada desabafo , parabéns , medo é foda , mas slá todo mundo tem medo , de arriscar , de investir em algo que não da certo mas é assim a vida continua e a cada problema a cada vez que caímos levantamos a cabeça e seguimos em frente!

    http://simplesmenteassimj.blogspot.com.br/
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    1. Obrigado, querida! Pois é! Todos temos medo. Mas o medo jamais pode ser maior do que a vontade de conquistar um objetivo. As vezes, o medo é só nossa maneira de se importar tanto com algo, que não quer que dê errado. Beijão!

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