Um cafajeste pra chamar de meu: Tudo ou nada!

13 agosto 2012


É broxante conviver com pessoas que não conseguem ver o lado bom das coisas. Não conseguem se entregar em nada que fazem, sempre ficam com um respaldo, medo ou até preguiça de pensar que pra você ter sucesso em qualquer coisa, você tem que se doar por inteiro - inclusive em relacionamentos.

Quando você ouve um “eu te amo” você espera que ele seja pela metade? Pois é, muita gente vive isso e chora a vida toda por se contentar com uma metade que não te satisfaz, mas é isso ou nada. Ou você grita “all in” e se entrega totalmente, ou não se entrega - e não vive. Metade de nada é nada. Metade de tudo é nada. Não existe meio tudo, não existe morno. Pela metade não completa ninguém. A metade de um inteiro é só a metade. Um inteiro de uma metade é só uma metade. Complexo? Mais ou menos, ops...

Mais ou menos não é quente nem é frio. Não corta nem acaricia, não fede nem cheira, não bate nem apanha. Mais ou menos é tempo nublado, não queima nem umedece. Não é Beatles nem Beethoven, é apenas ruído de televisão fora do ar. É tirar férias de si mesmo, correr atrás do rabo. Mais Ou menos é se esquivar de ser a pista de um avião em pouso de emergência. É descer do trem e dormir abraçado do pilar da estação, com medo.

Quando você quer uma pessoa, você quer por inteiro. Caminhando nas nuvens ou perdendo até o chão. Pra que voar com o tanque na reserva com medo de ir muito alto e o tombo superar a felicidade de estar nas nuvens?

Me diga que está triste, eu te consolo. Diga que nunca foi tão feliz, eu concordo. Me ame, me odeie, me mande pra puta-que-pariu -ou até me convide pra ir com você. Exploda na minha cara, se derreta na minha mão. Deixa-me te ver morrendo de tanto rir, ou com vergonha das olheiras que te fazem chorar. Só não me esconda o rosto. Abrace, esmurre. Me Lamba ou me empurre. Só não balance os ombros. Não perturba assistir sua dor, nem acompanhar seu gás. 

Não existe “viver mais ou menos”. Ou você vive, ou sobrevive. Se for pra viver, viva, mas viva com a intensidade de que possa ser o último dia - ou com medo dele já ter passado e você estar com medo de declarar isso pra si mesmo. Sua mente é igual um paraquedas e pra você enxergar o mundo lá de cima e aproveitar intensamente esses segundos, você precisa dele bem aberto. Abra seu paraquedas e confie que pode até ser coisa de momento, mas vai ser o momento mais inesquecível da sua vida. 

Mais ou menos não rende papo. Não faz inverno, nem verão. Não exige nenhuma grande explicação. É melhor estar alegre ou até estar triste. Mas viver mais ou menos é a pior coisa que existe.

Por: Nof Pontes e Cacá Parra

*Alguns trechos do texto foram retirados do texto “A manhã seguinte sempre chega” – Gabito Nunes.
 
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