Nunca fui beijada - 17º capítulo

09 maio 2014


Depois de ter trocado de professor, me senti mais aliviada, afinal, não teria que me deparar mais com a figura do meu ex-adorado professor de história.
O Alyson estava cada vez mais animado com seu "rolo" e eu me senti feliz por ele porque, no fim das contas, todo mundo precisa de alguém.
- Alô?
- Oi Dani!
- Renato? - um sorriso escapou de meus lábios quando ouvi aquela voz.
- O próprio. Tá bem, gatinha?
- Tô sim, e você?
- Melhor agora. - ele fez uma pausa, meio constrangido, mas continuou. - Te liguei pra te fazer um convite. Uns amigos meus vão se apresentar no Manguetown, aquela casa de show perto do parque municipal, sabe? Eles me deram três convites, então eu lembrei de você...
- É uma banda de que? - tentei fingir não perceber que estava ficando completamente rubra.
- Assim, eles tão começando agora, então tocam um pouco de tudo. Mas o foco é rock nacional.
- Nossa! Deve ser muito bom então. E, vem cá. Ce já sabe o que vai fazer com o outro convite?
- Pra falar a verdade, não.
- Posso pedir pro Aly?
- Aly?
- Alyson. Um amigo meu.
- Ah. - ele pareceu desapontado ao ouvir aquilo. - Pode ué.
- Legal! Que horas nos encontramos?
- Amanhã, umas oito da noite.
- Beleza, Rê! E muito obrigada pelo convite.
- Não tem de que.

Aquela sensação de ter desapontado o Renato me deixou confusa. Que problema teria em levar o Alyson? Que problema teria em levar um amigo?

- Tenho uma proposta pro seu sábado a noite.
- Ih, nem vem, mulher. Já tenho compromisso.
- Hum... Mas você, por acaso, não está precisando de convite para esse tal compromisso?
- Por incrível que pareça sim. Mas, pera. Do que você tá falando?
- Acho que eu tenho o que você precisa. - tirei o convite do bolso e coloquei nas suas mãos.
- Virou Mãe Diná agora, foi?
- Não. Mas você vai ter que ir comigo.
- Ir eu iria de qualquer jeito. Nem que tivesse que pular a segurança. Só não prometo ficar do seu lado a noite inteira. - ele deu aquela piscada maliciosa e continuou - Mas como você arrumou isso?
- Ah, o Rê me deu e, como ele tinha mais um sobrando, lembrei de você.
- Ai que amor.
- Cê dorme aqui hoje? Aí amanhã a gente sai daqui de casa pra lá e você me ajuda a me arrumar.
- Topo sim, topo muito.
Passamos a madrugada vendo filme, comendo pipoca e criticando a encenação dos atores. Quando acordamos, já era hora do almoço.
O Alyson decidiu passar a tarde me enchendo o saco por não achar nada que gostasse em meu guarda-roupa. Mas fazer o que? Eu sou básica, não gosto de muito decote e nada berrante.
- Meu bem, só um milagre pra te fazer ficar linda e estilosa numa roupa dessas, mas vamos ver o que eu posso fazer por você, afinal, além de ser seu melhor amigo sou um futuro designer de moda rico e famoso.
Ele pegou a caixa de retalhos que minha mãe guardava com o resto dos panos que ela costurava, e com tesoura, linha e agulha fez uma verdadeira transformação num vestido preto rodado que eu tinha.
Com uma faixa vermelha no lugar do cinto, um leve corte no busto, um desfiado nas mangas e a aplicação de renda preta na barra da saia, ele conseguiu transformar por completo o meu vestido.
- Agora sim, meu bem. Você vai arrasar!
Ele me fez usar o salto vermelho que minha mãe tinha e, mesmo achando que aquela pessoa refletida no espelho não era eu, gostei do que vi.
Chegamos às oito, como combinado.
De longe vi um rapaz de ombros largos, cabelo meio bagunçado e barba por fazer andando de um lado para o outro.
Era o Renato.
Ele tava de calça jeans, camisa preta e jaqueta de couro.
Eu conseguia sentir seu perfume mesmo há alguma distancia.
Quando nossos olhos se encontraram meu coração acelerou.
Descobri, naquele momento, que era ele.


Continua... 

3 comentários:

  1. Eu amei a historinha, espero pela continuação...

    diariodosonhosde2girls.blogspot.com.br

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  2. Esperando a continuação....

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