Nunca fui beijada - 18º capítulo

15 junho 2014


- Dani?
- Oi, Rê! - eu estava um pouco ofegante e senti que minhas mãos suavam.
- Olá. - O Alyson estava atrás de mim.
- Você é o Alyson, não é? - ele não pareceu muito feliz com a presença do Aly.
- Sou sim, mas não percam tempo comigo. Eu só vim de carona com essa beldade. E cuide bem dela, ouviu? - o Alyson saiu e em pouco tempo se misturou à multidão de gente que enchia o espaço por completo.
- Você está linda, Dani.
- Errr... Brigada... Você também está... estiloso. - Acho que ele percebeu que eu estava ficando corada e decidiu mudar de assunto.
- Ah, esqueci de te falar. O nome da banda é Vitrola Pop. O vocalista é o Júnior, o baterista é o Diego, o baixista é o Victor, no violão tem o Felipe e na guitarra está o Daniel. Eles são uma galera muito bacana, mas foi graças ao Juninho que consegui os ingressos. Depois do show ele me pediu pra passar no camarim deles, tem problema pra você?
- Nenhum, imagina.
- Então vamos.
O Renato me levou pra o mais próximo que podíamos chegar do palco. A banda começou a tocar e a animação foi geral. Eles eram muito bons mesmo.
A música fluía tanto pelos meus ouvidos quanto pelo meu corpo.
A vibração era tão intensa que eu me deixei levar pelo ritmo.
Depois de algum tempo, o ritmo passou a ficar mais lento e casais começaram a se formar.
Percebi de longe que o Alyson estava abraçado com outro rapaz e me senti feliz por vê-lo bem.
Renato puxou meu corpo com cuidado para perto de si, e eu abracei seu pescoço. Senti seu perfume e percebi que estava gostando cada vez mais de estar ali. Aninhada em seus braços eu sentia que tudo estava bem e queria que aquela sensação durasse pra sempre. Era como se nada mais importasse, como se eu tivesse encontrado o encaixe perfeito.
Quando a musica parou continuamos assim por algum tempo, até que eu percebi que éramos os únicos que ainda estávamos abraçados. 
- Eu tô com sede. - foi a unica coisa que me veio à cabeça pra tentar quebrar o clima
- Ah! Eu vou pegar alguma coisa, você quer o que?
- O que você trouxer tá bom pra mim. Vou no banheiro e te encontro aqui mesmo.
Quando me olhei no espelho, vi que minhas bochechas ardiam como pimenta. Retoquei o batom de leve e arrumei o cabelo de lado.
Poucos passos depois de ter saído do banheiro senti uma mão me puxando com força para o canto.
- Olá, gatinha.
- Ricardo? - Eu senti que meu corpo gelou por inteiro quando me deparei com ele.
- Pensei que tinha se esquecido de mim.
- Desculpa, mas eu tô acompanhada.
- Nossa! Vai me dar um fora assim de cara? Já não basta ter mudado da minha aula?
- Não tenho que lhe dar satisfação sobre o que eu faço da minha vida. Quando você aprendeu a ser tão atrevida? - Eu tentava me soltar, mas ele apertava ainda mais meu punho.
- Me larga!
- Não enquanto eu não ganhar meu beijo.
- Socorro!


Continua...

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