Nunca fui beijada - Capítulos Finais

15 julho 2014



De repente minhas pernas estremeceram e eu não senti mais nada.

Renato
Eu sabia que estava gostando da Daniela a partir do nosso primeiro encontro pessoalmente. Ela tinha um bom papo e não era como a maioria das meninas que eu via por aí, que falavam apenas de si mesmas e não se davam conta disso. Ela sabia ser doce e meiga, ao mesmo tempo em que era firme e convicta naquilo que pensava e dizia. Ela tinha um cheiro doce que às vezes, quando ficava grudado na minha blusa depois dos nossos abraços de despedida, me fazia perder o sono.
Naquela noite, eu estava certo que iria tomar coragem e falar abertamente dessa minha vontade louca de beijá-la e fazer isso de fato. Quando a Dani chegou, naquele vestido que a deixou ainda mais linda, eu tive certeza de que pedi-la em namoro naquela noite era a coisa mais certa que eu podia fazer. Claro que fiquei meio em duvida quando vi o tal amigo dela, mas logo percebi que a praia dele era outra.
Quando eu finalmente tive coragem, enlacei meus braços sobre o seu corpo, e a abracei numa dança lenta, senti que ela sentia o mesmo. 
Num instante de vergonha entre ambos, ela arrumou a desculpa da sede e eu preferi buscar alguma coisa.
Mas quando eu estava voltando, um arrepio subiu pela minha nuca.
Vi a Daniela de costas abraçada num cara alto.
Mas ela não estava bem.
Por mais que eu duvidasse daquela situação, era visível que algo ali estava errado.
Caminhei para mais perto dos dois e percebi que ela estava sendo arrastada, a cabeça e o corpo moles. 
Comecei a gritar.
Sabia quem era aquele troglodita.
Ricardo.
Comecei a correr.
Minhas pernas tremiam, mas eles estavam longe.
Ainda consegui vê-lo enfiando o corpo no carro e saindo num rompante abrupto.
- Renato? O que tá acontecendo?
- O louco tá sequestrando a Daniela!
- Mas o que?
Não podia esperar que o Alyson entendesse o que estava acontecendo quando eu mesmo não conseguia entender.
Num segundo estava em cima da moto, o pé pisando no acelerador, e o medo do que estava por vir aumentava assim como a velocidade.

Daniela
Tudo estava muito escuro quando meus olhos conseguiram se abrir. Ou pelo menos em parte. Senti um peso intenso nos olhos, mas ainda conseguia sentir solavancos constantes. Me dei conta de que estava deitada num lugar que se movimentava. 
Estranho.
O ultimo lugar que eu estava era o banheiro, agora, como eu poderia estar deitada? E aqueles solavancos?
Minha mente divagava entre cenas sem muito sentido.
Banheiro.
Dança com o Renato.
Puxão.
Ricardo.
Balanços.
Ricardo?

Continua...

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