Quando te (re)conheci

29 abril 2015


Te olhei e percebi que te (re)conheci. Percebi que você ainda era o mesmo, mas que algo me chamava mais atenção do que da última vez que te vi. Seu corpo ainda era escultural, seus olhos ainda eram lindos e seu sorriso ainda me deixava com vontade de ser o motivo dele. Percebi que você me olhava com a mesma sensação, estamos nos (re)conhecendo.

Depois de tanto tempo, depois de tantas outras pessoas nas nossas vidas, a gente se trombou de novo, como se isso não fosse um clássico nosso, como se não acontecesse todas as vezes. É um padrão nosso de ser, conhecer o mundo, conhecer um milhão de pessoas diferentes e no final de tudo, se encontrar.

Vai ver a gente não se encontra, a gente se procura. É como se a gente se deixasse ficar perdido só pra ficar se buscando por um tempo e quando nos encontrarmos ser assim, delicioso. Cheio de sorrisos, olhares misteriosos, cheios de vontade. É como se a gente se deixasse um longe do outro com o propósito de deixar as coisas ainda melhores. 

A verdade é que a gente se perde todas as vezes em que nos encontramos. Perdemos toda nossa razão e agimos por instinto. Despertamos o que há de melhor e pior em cada um, somos uma bomba prestes a explodir e ainda assim, ficamos juntos, por perto, por um tempo e então, a gente se deixa ir.

Deixamos esse nosso tempo passar e nos perdemos de novo, nos deixamos ir depois de um tempo nos (re)conhecendo porque a verdade, é que gostamos de viver no limite, gostamos de parar quando a bomba está a cinco segundos de explodir. Nós nos queremos muito e sempre, mas o que queremos mesmo é continuar se reencontrando, se (re)conhecendo e curtindo todas as vezes como se fosse a primeira ou a última.

2 comentários:

  1. Você deveria escrever um livro sabia? muito talento!
    bjos
    http://fotoeresenha.blogspot.com.br/

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  2. Lee!!! Você não sabe como eu fico feliz de ler isso!

    Muito obrigada, de verdade.

    Beijo!

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