Tente não se afogar

13 abril 2015


Talvez eu devesse ter sido o tipo de pessoa que não é uma membrana completamente permeável que se entrega a qualquer um e que gosta dessa troca de sentimentos que existe. Eu me entreguei sem medo, com a cara a coragem e o corpo todo, me joguei de cabeça sem pensar que em algum momento eu iria encontrar o chão. 

A verdade é que eu nunca esperei que o chão fosse chegar tão rápido, eu nunca pensei que me entregar seria tão doloroso como foi, mas as coisas são assim, elas acontecem numa intensidade que nós não podemos controlar e elas duram o tempo necessário para serem marcantes na nossa vida. Mas o que marcou também machucou e se hoje a ferida está se fechando é porque eu me permiti sentir a dor até o final.

No fim das contas, eu gosto mesmo é de ser essa membrana permeável que adora trocas, eu adoro ter um sorriso de volta, um olhar parado em cima do meu e essa troca de sentimentos que só existe em quem se permite. E eu me permito, e tenho me permitido. E por mais dolorosa que tenha sido a queda anterior, eu estou bem e de alguma maneira eu quero que aconteça tudo de novo, porque eu sou assim, eu sou do tipo que não deixa de acreditar, nunca.

E se tem uma coisa que eu realmente acredito é que depois da tempestade, vem a calmaria e estou na calmaria, estou na parte que o mar está parado e que eu posso ficar quieta, mas a grande verdade é que eu to louca pra chegar uma onda e me bagunçar inteira, porque o que faz a vida valer mesmo, são os momentos em que a gente fica tentando não se afogar.

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