Doce Veneno - Capítulo 8

23 fevereiro 2016



Ai... me faz sofrer
Faz que me mata e se não mata, fere
Vai sem me dizer na casa da paixão
Sai quando bem quer
Traz uma praga e me afaga a pele

- Maysa, as vezes eu simplesmente tenho vontade de te matar! - esbravejava Caetano enquanto a irmã se espreguiçava como uma gata no sofá da sala - Você tem ideia de quantas vezes eu te liguei ontem? Suas amigas disseram que você saiu da festa trêbada com um cara! Você tem noção disso, garota?! Ou você simplesmente quer me matar do coração?
- Caê, meu amor, cê sabe que eu sou assim. Não entendo pra que tanta preocupação! Poxa! Eu tenho juízo.
- Ah, é. Tem tanto juízo que não faz a mínima questão de ligar pro seu irmão idiota aqui.
- Ô irmão, me perdoa, vai. Eu tava tão feliz ontem... Queria tanto que você tivesse lá pra ver sua irmã sendo vitoriosa! Ai, Jesus, nem acredito que ganhei!
- Tudo bem. - ele foi se acalmando, enquanto sentava abraçado com Maysa - Só quero que você entenda que eu preciso que você me avise, poxa. Eu só quero o seu bem, Isa, você sabe disso, mais que ninguém. E, fora nosso pai, eu só tenho você. Por favor, lembra que eu me preocupo contigo e me dá notícias de onde você tá, com quem, se volta pra casa...
Maysa interrompeu Caetano dando vários beijos em sua testa e bochechas.
Depois se conversarem sobre tudo o que aconteceu, ela foi para seu quarto e começou a verificar uma a uma as ligações da noite passada.
O nome do irmão aparecia quase que de cinco em cinco minutos, algo que era bem engraçado pra Maysa. Intercaladas estavam ligações de Fernanda, Rebeca e Júlia, duas chamadas perdidas do pai, algumas de colegas da faculdade, provavelmente para parabenizar pela vitória... E três ligações de Eduardo.
"O que diabos ele ia querer comigo?", pensou.
Deitou-se na cama e começou a lembrar cada momento do dia anterior. Apesar da leve ressaca que ainda lhe acompanhava, foi aos poucos restabelecendo cada momento.
Tomou café com seu irmão que lhe desejou boa sorte.
Falou com o pai pelo telefone, que também desejou boa sorte nas eleições, e falou do orgulho que sentia da filha.
Almoçou com as amigas, resolveu algumas pendências e foi para faculdade.
Reunidas de novo aguardaram ansiosamente o final da votação e a apuração dos votos.
- Que vença o melhor! - disse estendendo a mão para Nathalie, que fez questão de dar-lhe as costas.
- Que vença o melhor! - repetiu Eduardo, estendendo-lhe a mão direita - Boa sorte, Isa. - e saiu.
Maysa ficou um tanto sem reação, mas Cadu a tirou do transe quando a envolveu em seus braços fortes.
- Antes de qualquer coisa, muito obrigado pelo voto de confiança em mim. Fico muito feliz que você tenha me escolhido como seu vice. E parabéns pela sua dedicação, independente de perder ou ganhar, você já é uma vitoriosa!
Seu coração se encheu de paz ao lembrar disso. Maysa estava finalmente enxergando outras qualidades naquele cara que antes só parecia um modelo de passarela sem muito além de beleza. Afinal, Cadu estava se mostrando muito mais que só um corpinho bonito e sexy.
Depois da apuração, a vitória.
Em seguida, partiram pra uma boate para comemorar a vitória. Maysa ofereceu uma dose de tequila para cada pessoa ali que tivesse votado nela.
Comeu alguma coisa no bar, já que o foco da noite era virar o copo. E deu início a toda a loucura que foi pouco a pouco sendo recapitulada.
"Uma noite e tanto..."

Crescei, luar
Pra iluminar as trevas fundas da paixão
Eu quis lutar contra o poder do amor
Caí nos pés do vencedor
Para ser o serviçal de um samurai
Mas eu tô tão feliz!
Dizem que o amor atrai...

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