Em tempos de Tinder, quem tem amor é rei

02 março 2016


Estamos vivendo épocas difíceis quando falamos de amor. Estamos cada vez mais de saco cheio das coisas e cada vez mais vazias por dentro. Estamos pecando pela falta do amor, não só ao próximo, mas ao próprio também.

Temos falado muito de amor, temos cobrado muito amor, mas ao mesmo tempo, temos desprezado muito ele. Estamos vivendo a geração tinder, uma geração cheia de combinações que acaba fazendo com que ninguém combine com ninguém.

Vivemos uma geração de "gente livre" que vive por ai, pulando de galho em galho, se prendendo a cada novo rosto que vem acompanhado de um X e um coração embaixo, tentando de alguma maneira, cobrir os buracos e vazios que ainda existem dentro de nós. 

Em tempos de curtidas fáceis e rostos cheios de filtro, precisamos reconhecer os valores de quem está do nosso lado. Reconhecer valores e não preços e nos ligarmos mais pra quem tem deixado claro o interesse por nós.

Passamos pela geração onde, infelizmente, as pessoas se preocupam mais com a próxima combinação do que com o próximo sentimento. Estamos, infelizmente, destruindo o amor pelo excesso de likes. 

Vivemos espalhando amor pelas redes sociais, vivemos pregando sobre relacionamentos, compartilhamos a todo momento fotos, vídeos e textos onde o amor é o centro de tudo, mas meus caros, com o perdão da rima, em tempo de tinder tudo isso vem se tornando raro.

Insistimos em sair por aí querendo mostrar pro mundo que temos andado muito bem sozinhos, obrigado. Mas em tempos de pouco sentimentos e muitas combinações, só existe uma regra que deve sempre ser lembrada: antes estar só do que estar mal acompanhada.

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