Tempos de nostalgia

04 março 2016


Tenho lembrado de muitas coisas, tenho vivido tempos de nostalgia. Entre um trabalho e outro me pego lembrando da escola, da faculdade, de como era a vida alguns anos atrás, quando eu achava que nada daquilo era bom o suficiente, e era.

Lembro das aulas em que matei para sair por ai conhecendo um monte de gente nova em um bar que eu nem gostava de frequentar, lembro de todas as vezes em que venci partidas de truco na rua de cima da faculdade enquanto, lá embaixo, haviam pessoas aproveitando a vida de outra maneira. Lembro das aulas de filosofia que eu nunca gostei, mas que também nunca deixei de assistir.

Fico lembrando de como os sorrisos eram fáceis, de como a felicidade era um momento entre uma piada e outra. Me lembro de todas as vezes em que perdi o ar de tanto rir. Lembro de todos os carnavais em que viajei com meus amigos e de todas as noites em claro tentando esperar o sol nascer.

De uns tempos pra cá, vivo em eterna nostalgia, gosto de lembrar de tudo que já vivi, mas venho pensado no que ainda vou viver. Tenho tantos planos ainda, tantas viagens para fazer. Lembro que era feliz antes, mas que hoje eu também posso ser.

Felicidade tem sido o caminho que tenho seguido. Mesmo quando acho que não existe nada que me faça rir, sou feliz. Felicidade é o agora, sabe? Porque amanhã, quando estarei de novo em tempos de nostalgia, o meu ontem também terá sido um dia feliz.

Já dizia Marcelo Jeneci em uma das músicas que eu mais gosto: "Felicidade é só questão de ser". E é, viu? Entre os trancos e barrancos, altos e baixos existe sempre um momento feliz, uma piada mal contada, uma lembrança bem lembrada, felicidade está nos detalhes, felicidade está dentro de nós.

Amanhã vou acordar e me lembrar que ontem, fui feliz igual a anos atrás e que mesmo sem matar aulas, sem jogar truco, sem ficar fazendo tudo aquilo que fazia quando era mais nova, ser feliz só depende de mim, e claro, do meu jeito de viver.

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